sábado, 25 de fevereiro de 2017

Curvar-se podia ser um ato de respeito ou deferência para com outro humano, tal como.... 
um rei (1Sa 24:8; 2Sa 24:20; Sal 45:11)... 
o sumo sacerdote (1Sa 2:36)... 
um profeta (2Rs 2:15) ... 
ou outra pessoa de autoridade (Gên 37:9, 10; 42:6; Ru 2:8-10).... 
um parente mais idoso (Gên 33:1-6; 48:11, 12; Êx 18:7; 1Rs 2:19) ... 
ou mesmo para com estranhos, como expressão de cortesia (Gên 19:1, 2). 

Abraão curvou-se diante dos filhos cananeus de Hete, dos quais procurava comprar um lugar para sepultamento. (Gên 23:7) 
A bênção de Isaque sobre Jacó exigia que grupos nacionais e os próprios “irmãos” de Jacó se curvassem diante dele. (Gên 27:29; compare isso com 49:8.) 

Quando alguns homens passaram a curvar-se diante do filho de Davi, Absalão, este agarrava-os e beijava-os, evidentemente para promover suas ambições políticas por ostensivamente colocar-se no nível deles. (2Sa 15:5, 6) 

Mordecai negou-se a se prostrar diante de Hamã, não porque considerasse a prática errada em si, mas, sem dúvida, porque esta alta autoridade persa era por descendência um amalequita amaldiçoado. — Est 3:1-6. 


À base dos exemplos acima citados, é evidente que este termo hebraico, em si, não necessariamente tem sentido religioso ou significa adoração. 


Não obstante, num grande número de casos, é usado com respeito a adoração, quer do verdadeiro Deus (Êx 24:1; Sal 95:6; Is 27:13; 66:23), quer de deuses falsos. (De 4:19; 8:19; 11:16) 

As pessoas talvez se curvassem em oração a Deus (Êx 34:8; Jó 1:20, 21) e freqüentemente se prostravam ao receber alguma revelação da parte de Deus, ou alguma expressão ou evidência de Seu favor, mostrando assim sua gratidão, reverência e submissão humilde à Sua vontade. — Gên 24:23-26, 50-52; Êx 4:31; 12:27, 28; 2Cr 7:3; 20:14-19; compare isso com 1Co 14:25; Re 19:1-4. 


Curvar-se diante de humanos como ato de respeito era admissível, mas curvar-se diante duma deidade que não fosse Jeová Deus era proibido por ele. (Êx 23:24; 34:14) 

De modo similar, curvar-se em adoração diante de imagens religiosas ou diante de alguma coisa criada positivamente era condenado. (Êx 20:4, 5; Le 26:1; De 4:15-19; Is 2:8, 9, 20, 21) 

Assim, nas Escrituras Hebraicas, quando certos servos de Jeová se prostraram diante de anjos, só fizeram isso para mostrar que os reconheciam como representantes de Deus, não para lhes prestar homenagem como deidades. — Jos 5:13-15; Gên 18:1-3. 

Ao passo que anteriores profetas e também anjos haviam aceito homenagem, Pedro impediu que Cornélio a prestasse a ele, e o anjo, ou anjos, da visão de João o impediu duas vezes de prestá-la, referindo-se a si mesmo como “co-escravo” e concluindo com a exortação: “Adora a Deus [toi The‧oí pro‧ský‧ne‧son].” (At 10:25, 26; Re 19:10; 22:8, 9) 


Assim, também, João, em virtude de ter sido declarado justo ou justificado por Deus como cristão ungido, chamado para ser filho espiritual de Deus e membro do Reino, estava numa relação diferente com o(s) anjo(s) de Revelação (Apocalipse), do que os israelitas para com os anjos que lhes apareceram anteriormente. 

O(s) anjo(s) evidentemente reconheceu(ram) esta mudança de relação quando rejeitou(ram) a homenagem de João. — Compare isso com 1Co 6:3; 


Prostrar-se pode ser um ato de respeito a quem merece este respeito, mas isso nem sempre significa que quem se prosta está prestando uma adoração.

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